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Equipamentos Subaquáticos para Medição de Corrosão

Equipamentos Subaquáticos para Medição de Corrosão Análise técnica comparativa aplicada ao mergulho profissional e à integridade de estruturas submersas Enquadramento editorial Esta reportagem integra o eixo técnico-estrutural do Mundo do Mergulho e aborda exclusivamente equipamentos projetados para operação subaquática real, empregados em inspeções executadas por mergulhadores profissionais, equipes de inspeção subsea e operações com ROVs. O foco não é instrumentação genérica de laboratório ou superfície, mas sim tecnologias efetivamente utilizadas em ambientes submersos, sob influência direta de: água salgada, pressão hidrostática, bioincrustação, correntes, limitação de visibilidade e tempo operacional. 1. Corrosão subaquática: contexto operacional Em estruturas submersas, a corrosão deixa de ser apenas um fenômeno químico e passa a ser um fator crítico de risco operacional, afeta...

Qual é a melhor faca de mergulho? Ferramenta de Segurança, Não Acessório.

Facas de Mergulho: Ferramenta de Segurança, Não Acessório Introdução técnica A faca de mergulho é um dos equipamentos mais antigos associados à atividade subaquática. Apesar disso, continua sendo um dos itens mais mal compreendidos, subestimados ou mal especificados dentro do mergulho profissional , científico e até recreativo avançado. Longe de qualquer conotação estética ou simbólica, a faca de mergulho deve ser tratada como uma ferramenta de segurança e mitigação de risco, destinada prioritariamente ao autossalvamento e à liberação rápida em situações de enrosco. Sua função principal não é ofensiva, nem operacional em tarefas de produção, mas sim emergencial. A banalização do equipamento, aliada a escolhas inadequadas de modelo, material e posicionamento, transforma um item de segurança em um risco adicional, tanto para o mergulhador quanto para a operação. Funções operacionais da faca de mergulho A função central da faca de mergulho é permitir que o...

A Erosão do Piso Salarial no Mergulho Profissional Brasileiro

A Erosão do Piso Salarial no Mergulho Profissional Brasileiro Evidências Históricas, Estrutura Remuneratória, Regulação do Mercado e Fundamentos para uma Revisão Técnica Moderna O atual patamar do salário base do mergulhador profissional brasileiro, especialmente no mergulho raso , não reflete a natureza técnica, o risco operacional nem a responsabilidade inerente à função. Essa defasagem é resultado de um processo histórico de desestruturação remuneratória , agravado por mudanças regulatórias e econômicas que alteraram profundamente o equilíbrio de valor do trabalho subaquático no país. Durante a fase de implantação do mergulho profissional no Brasil, o mergulhador ocupava uma posição de elite técnica e salarial , condição que foi gradualmente perdida não por redução de risco ou complexidade, mas por falhas na transição institucional do setor. 1. A fase inicial: estrangeiros, dólar e referência de valor Nos primeiros ciclo...

Convenção Coletiva - limites do modelo atual e caminhos possíveis para um setor mais seguro e sustentável

Convenção Coletiva de Trabalho no mergulho profissional: limites do modelo atual e caminhos possíveis para um setor mais seguro e sustentável A Convenção Coletiva de Trabalho no mergulho profissional brasileiro cumpre um papel essencial ao formalizar relações, estabelecer parâmetros mínimos e organizar obrigações entre trabalhadores e empresas. No entanto, uma leitura técnica e estratégica do modelo vigente revela limites estruturais que merecem ser debatidos de forma madura e responsável. O mergulho profissional opera em um ambiente de risco fisiológico elevado, alta complexidade técnica e responsabilidade operacional significativa. Ainda assim, a estrutura remuneratória predominante permanece baseada em pisos baixos, complementados por adicionais compensatórios. Essa arquitetura, embora legalmente válida, impõe desafios tanto à proteção efetiva do profissional quanto à previsibilidade operacional das empresas. Piso salarial e estrutura remuneratória: um ponto de or...

Convenção Coletiva SINTASA–SIEMASA 2024/2026

Convenção Coletiva SINTASA–SIEMASA 2024/2026: formalização trabalhista, baixo piso salarial e a persistente desvalorização do mergulho profissional no Brasil A Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins (SINTASA) e o Sindicato das Empresas de Engenharia Subaquática, Operações de Veículos de Controle Remoto, Atividades Subaquáticas e Afins (SIEMASA), com vigência de 1º de setembro de 2024 a 31 de agosto de 2026, estabelece o conjunto de regras econômicas, trabalhistas e administrativas que rege o mergulho profissional no Brasil neste período. A leitura integral do documento revela um ponto central: a convenção organiza relações formais de trabalho, mas não resolve a incompatibilidade estrutural entre risco, complexidade técnica e remuneração da atividade subaquática. Reposição salarial: reajuste real limitado sobre uma base baixa A Cláusula Prime...

Emergências Médicas - Formação DMT IMCA

Formação DMT IMCA – Mergulho Profissional e Gestão de Risco Formação DMT IMCA – Papel Estratégico no Mergulho Profissional Para operações de mergulho profissional em ambientes offshore e industriais de alto risco, a formação de um Diver Medic Technician (DMT) em conformidade com as melhores práticas internacionais é um componente crítico de segurança, gestão de risco e continuidade operacional. A IMCA (International Marine Contractors Association) estabelece diretrizes claras sobre competência médica imediata em ambientes remotos, alinhando práticas clinicamente robustas à gestão técnica do mergulho. Esse enfoque é diferente de cursos avulsos de primeiros socorros, pois demanda uma compreensão integrada dos riscos fisiológicos, operacionais e logísticos envolvidos nas operações subaquáticas complexas. O papel do DMT em operações de risco O DMT atua como elemento central do sistema de resposta a emergências, sendo capaz de: Ana...

O custo oculto da improvisação no mergulho comercial

O custo oculto da improvisação no mergulho comercial No mergulho comercial, a improvisação costuma ser romantizada como sinônimo de experiência, adaptabilidade e “jogo de cintura”. Em ambientes hostis, com prazos apertados e recursos limitados, a capacidade de adaptação é necessária. O problema surge quando essa adaptação ultrapassa os limites técnicos, normativos e operacionais — e passa a substituir planejamento, engenharia e gestão de risco. A improvisação, nesse contexto, deixa de ser solução pontual e se transforma em método. E métodos improvisados cobram um preço alto, ainda que nem sempre imediatamente visível. Improvisação não é flexibilidade operacional Existe uma diferença clara entre flexibilidade operacional e improvisação estrutural . Flexibilidade é prevista, treinada, documentada e validada tecnicamente. Improvisação surge quando: Equipamentos inadequados são usados “porque sempre foi assim”; Procedimentos são ignorados para ganhar tempo; Lim...

Destaques

Delta P - Conheça os perigos da pressão diferencial no mergulho

Pressão Diferencial: o inimigo invisível que já custou vidas no mergulho profissional No universo do mergulho profissional, poucos riscos são tão silenciosos — e ao mesmo tempo tão letais — quanto a pressão diferencial, conhecida internacionalmente como Delta P (ΔP). Trata-se de um fenômeno quase invisível, difícil de perceber a olho nu e que, em questão de segundos, pode transformar uma operação rotineira em um acidente grave ou fatal. O que é a pressão diferencial (Delta P) A pressão diferencial ocorre quando dois corpos de água com níveis ou pressões diferentes se conectam, criando um fluxo intenso e direcionado. Esse cenário é comum em ambientes industriais e confinados, como: Caixas de mar Tanques e reservatórios Condutos e tubulações Estruturas portuárias Plataformas offshore Barragens e eclusas Quando essa comunicação acontece, a água tende a fluir violentamente do ponto de maior pressão para o de menor pressão, gerando um campo de sucção extremamente poderoso. Um risco quase i...

Mergulhadores em Excesso, Vagas em Falta: A Crise Silenciosa do Mergulho Profissional no Brasil

  Mergulhadores em Excesso , Vagas em Falta: A Crise Silenciosa do Mergulho Profissional no Brasil O mergulho profissional brasileiro vive uma contradição profunda e pouco discutida fora do próprio meio: forma-se mais mergulhadores do que o mercado é capaz de absorver, enquanto aqueles que conseguem ingressar enfrentam baixa remuneração, precarização e padrões de segurança incompatíveis com o risco extremo da atividade. Longe de ser uma profissão escassa ou elitizada, o mergulho profissional tornou-se, ao longo dos anos, uma categoria inflada, desvalorizada e empurrada para a informalidade — uma realidade que cobra seu preço em acidentes, adoecimento e abandono da carreira. 🎓 Formação Existe — Emprego, Não É verdade que o Brasil possui poucas escolas formalmente reconhecidas pela Marinha do Brasil para a formação de mergulhadores profissionais, como unidades do SENAI , a Divers University e a Mergulho Pró. No entanto, isso não significou controle de mercado, muito menos equilíb...

Curso de mergulho profissional no Brasil

Para se tornar mergulhador profissional raso (50 mt) no Brasil, é preciso recorrer à uma das três escolas credenciadas pela Marinha.  Uma das opções é o Senai, que oferece o curso no Rio de Janeiro e em Macaé. A outra é a Divers University em Santos, e por fim, a mais jovem entre as escolas de mergulho profissional, A Mergulho Pro Atividades Subaquáticas.  Os valores estão na média de R$ 5085,04 (Preço Senai) para a formação básica, sendo aconselhável realizar outras especializações que podem elevar significativamente o investimento. Por exemplo, para trabalhar no mercado off-shore é pré-requisito de uma forma geral, a formação em:   Montagem e manutenção de estruturas submersas  (R$2029,46).   Outro exemplo de formação básica complementar:    Suporte Básico À Vida Para Mergulhadores. (Não é pré-requisito) É um ponto positivo pois capacita o mergulhador a prestar os primeiros socorros dentro dos padrões solicitados pela NORMAM 15 (DPC - Marinha...

Mergulhando na Caixa de Mar

 Você sabe o que é caixa de mar  ? A caixa de mar fornece um reservatório de entrada do qual os sistemas de tubulação retiram água bruta.  A maioria das caixas de mar é protegida por  grades  removíveis  e podem conter placas defletoras para amortecer os efeitos da velocidade da embarcação ou do estado do mar.  O tamanho de entrada e espaço interno das caixas de mar pode varia de menos de 10 cm² a vários metros quadrados. As grades da caixa de mar estão localizadas debaixo de água no casco de um navio tipicamente adjacente à casa das máquinas. As caixas do mar são utilizadas para extrair água através delas para lastro e arrefecimento de motores, e para demais sistemas de uma embarcação, incluindo plataformas de petróleo. São raladas até um certo tamanho para restringir a entrada de materiais estranhos indesejados. Esta área crítica de entrada subaquática requer cuidados e manutenção constantes para assegurar um fluxo livre de água do mar. Os Serviços d...

Da planilha ao tribunal: quando decisões administrativas encontram o corpo do trabalhador

 Da planilha ao tribunal: quando decisões administrativas encontram o corpo do trabalhador Nos autos de um processo envolvendo acidente em atividade subaquática , duas narrativas se enfrentam. De um lado, a empresa, que apresenta procedimentos, contratos e relatórios. Do outro, o profissional acidentado , cujo corpo passa a ser a prova material da falha do sistema . O tribunal não julga apenas um evento isolado. Julga decisões administrativas confrontadas com a realidade operacional. O risco conhecido e a expectativa legítima do trabalhador Ao ingressar em uma atividade reconhecidamente perigosa, o profissional não renuncia aos seus direitos. A jurisprudência é clara ao reconhecer que o risco assumido é apenas o risco residual , aquele que permanece após a adoção de todas as medidas técnicas razoáveis. O trabalhador possui expectativa legítima de que: os equipamentos estejam certificados e mantidos, os procedimentos reflitam a prática real, a equipe seja dimensionada adequadamente...

Doenças invisíveis dos mergulhadores da indústria de óleo e gás

O mergulho profissional na indústria de óleo e gás é um trabalho de alto risco, altamente técnico e fisicamente exigente. Por trás das estruturas em alto-mar e das operações submarinas, há pessoas que colocam o corpo em condições extremas: pressão elevada, água fria, tarefas pesadas com ferramentas e ergonomia limitada. Isso cobra um preço 🌊 **Doenças Ocupacionais em Mergulhadores Profissionais da Indústria de Óleo e Gás – Uma análise científica baseada em evidências** O trabalho subaquático na indústria de óleo e gás expõe o corpo humano a condições físicas extremas: grandes pressões, repetições de imersões, misturas gasosas complexas, temperaturas frias, uso de equipamentos pesados e demandas ergonômicas intensas. Essas condições criam um conjunto específico de doenças disbáricas e lesões ocupacionais que diferem do mergulho recreativo em sua frequência, gravidade e implicações de longo prazo. 🧠 1. Doença da Descompressão (DCS) 📌 Definição e fisiopatologia A Doença da Descompress...

A negligenciada limpeza dos capacetes Kirby Morgan no mergulho comercial brasileiro

  A limpeza dos capacetes Kirby Morgan no mergulho comercial brasileiro: o que dizem os manuais e o que acontece na prática No mergulho comercial brasileiro, especialmente na indústria naval e de óleo e gás, os capacetes Kirby Morgan são equipamentos compartilhados entre mergulhadores em uma mesma frente de trabalho. Em teoria, os manuais do fabricante e as boas práticas internacionais são claros: capacetes compartilhados exigem limpeza e sanitização adequada entre um mergulho e outro. Na prática, porém, o cenário encontrado em muitas operações está longe do ideal. 🚢 A realidade no campo: apenas detergente, quase nunca sanitização Em grande parte das frentes de mergulho no Brasil, o material enviado pelas empresas para a higienização dos capacetes se resume a detergente comum (geralmente neutro) e água doce. Produtos sanitizantes apropriados — aqueles capazes de eliminar bactérias, fungos e vírus — raramente fazem parte do kit operacional. O resultado é um procedimento que, na mel...

Aprenda marinharia - Pinha de Retinida

Sua embarcação vai acostar junto a outra embarcação para realizar a faina do dia! Eis que é necessário lançar o cabo para amarração. Quantos já tiveram problemas nesse momento, precisando de diversos arremessos para obter sucesso. A verdade é que se tivessem aprendido este nó, a coisa seria muito mais fácil. O "Pinha de Retinida" foi concebido para formar um peso na extremidade de uma linha guia a fim de permitir lançar o chicote de um cabo a uma maior distância. O que é: *Faina: s.f. Qualquer trabalho a bordo de um navio *Acostar : 1) Diz-se quando uma embarcação se aproxima de uma costa; navegar junto à costa. 2) Encostar o barco no cais ou em outra embarcação. Leia também:  Aprenda Marinharia - Falcaça Simples Aprenda Marinharia - Nó Volta do Fiel Aprenda Marinharia - Nó Láis de Guia Aprenda Marinharia - Nó Boca de Lobo

Quando o bônus vira risco: os perigos de premiar gestores pelo corte de custos

  Quando o bônus vira risco: os perigos de premiar gestores pelo corte de custos Em muitos contratos offshore , metas agressivas de redução de custos passaram a ser tratadas como sinônimo de eficiência. Gestores são premiados por entregar orçamentos enxutos, cronogramas acelerados e economias imediatas. O problema surge quando esse corte não atinge desperdícios — mas sim o elo mais frágil da cadeia produtiva: o profissional de atividade-fim. No mergulho profissional , esse elo tem nome, CPF e família esperando em casa. Reduzir custos sem critério, especialmente em operações subaquáticas , não é estratégia. É aposta. O falso ganho da economia operacional Na prática, o que se observa em ambientes de alta pressão financeira é a redução de investimentos em: Treinamento e reciclagem de mergulhadores Manutenção preventiva de equipamentos críticos Atualização de sistemas de suporte à vida Redundâncias operacionais e equipes completas Planejamento de contingência e gestão de risco humano...

701 metros abaixo do limite humano: o mergulho que redefiniu o que é possível

  O mergulho que reescreveu os limites humanos: o case do Projeto Hydra e a revolução do mergulho de saturação Mar do Norte , décadas de 1970 e 1980. Água quase congelando, visibilidade mínima, pressões esmagadoras. Foi nesse cenário hostil que o mergulho comercial deixou de ser apenas uma atividade operacional — e se tornou um laboratório extremo de inovação humana, médica e tecnológica. Quando a profundidade deixou de ser o maior inimigo Até os anos 1960, o mergulho profissional tinha um limite claro: o corpo humano. A profundidade exigia longas descompressões, os riscos neurológicos eram altos e o tempo útil de trabalho era extremamente curto. A indústria offshore europeia — especialmente no Mar do Norte — precisava de algo radicalmente novo. Plataformas avançavam para águas cada vez mais profundas, e o custo do “tempo morto” de descompressão se tornava insustentável. Foi nesse contexto que nasceu um dos maiores cases de sucesso em inovação do mergulho comercial internacional:...