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Tudo sobre o naufrágio mais profundo do mundo


USS Johnston (DD-557)


USS Johnston era um contratorpedeiro da Marinha dos Estados Unidos que participou da Guerra do Pacífico e foi afundado na Batalha de Samar, um dos confrontos navais da Batalha do Golfo de Leyte, em outubro de 1944.

O Johnston, sua tripulação e seu capitão, tenente-comandante Ernest Evans, constam nos anais da história da marinha americana como participantes de um dos mais heróicos atos de bravura em combate na II Guerra Mundial.

Em 31 de março de 2021, o navio de pesquisa DSV Limiting Factor fotografou o contratorpedeiro. O número visível do casco, 557, confirmou realmente que se tratava do Johnston. Ele se encontrava a uma profundidade de 6.460 metros, tornando-se o naufrágio mais profundo já visto[1][2].


História



O Johnston foi lançado ao mar em 25 de março de 1943 e participou de diversas batalhas da Guerra do Pacífico, como apoio a tropas em desembarque e bombardeio de costas em Kwajalein, Bougainville - onde afundou um submarino inimigo em missão de patrulha - e Enewetak nas Ilhas Salomão, Guam nas Ilhas Marianas e nas Ilhas Palau.

Com a planejada invasão das Filipinas, para retomar o país das mãos dos japoneses que de lá os haviam expulsado quase três anos antes, a frota americana dirigiu-se ao Golfo de Leyte, na ilha de Luzon, para apoiar o desembarque dos soldados americanos nas praias da ilha.

Integrado à Força Tarefa comandada pelo almirante William Halsey, o Johnston juntou-se à esquadra de navios de superfície encarregada de proteger os porta-aviões americanos de escolta do ataque dos navios e submarinos inimigos.

Em 24 de outubro, os grandes porta-aviões da Força Tarefa se dirigiram ao norte das Filipinas para interceptar a frota combinada japonesa de porta-aviões do almirante Jisaburō Ozawa – uma frota quase desarmada e de missão puramente diversionista – deixando em Leyte uma pequena força de destróieres de escolta aos porta-aviões de bolso, de menor capacidade e tamanho que protegiam os desembarques na cabeça de praia aliada.

Na manhã do dia seguinte, após atravessar o Estreito de San Bernardino e entrar no Mar de Samar em frente à Leyte, uma grande frota japonesa de encouraçados e cruzadores, comandadas pelo almirante Takeo Kurita, investiu contra a frota americana de guarda no local, com seus poderosos canhões de alcance de 40 km, começando uma destruição sistemática dos navios americanos.

Liderando uma esquadra de contratorpedeiros em linha, o comandante Evans lançou uma cortina de fumaça no mar para esconder os porta-aviões de patrulha dos artilheiros nipônicos e embicou seu contratorpedeiro, seguido depois por outros quatro, contra o grupo de grandes navios, numa luta de Davi contra Golias, entrando dentro de seu raio de tiro para lançar torpedos e disparar seus canhões, infligindo grandes danos à esquadra inimiga e sendo duramente atingido em resposta.

Atingido diversas vezes a ponto de ficar parado no mar com seus motores danificados e seu capitão sem dois dedos da mão devido aos estilhaços dos projéteis disparados contra a belonave, a iniciativa do Johnston em partir para cima dos grandes navios japoneses, no que foi seguido por seus equivalentes da frota e por aviões lançados ao ar pelos porta-aviões de escolta que fugiam na fumaça, causou uma completa desorganização no comando e na linha de batalha inimiga, o que fez Kurita dar ordem de retorno à frota, que já havia afundado dois porta-aviões americanos e se preparava para completar a aniquilação dos demais.

As 10:10 da manhã, o contratorpedeiro, sem motores e atingido por mais de duas dezenas de disparos de canhão, afundou no Mar de Samar. Uma testemunha do afundamento conta que um dos capitães japoneses batia continência ao navio que afundava em homenagem à sua coragem em batalha. Dos 327 homens de sua tripulação, 181 foram salvos; 92 destes homens, incluindo o capitão Evans, chegaram a ser vistos vivos na água após o afundamento do Johnston, mas nenhum deles foi depois encontrado.

Dois dos contratorpedeiros da mesma unidade do Johnston, e que seguindo sua ousadia suicida arremeteram contra os grandes navios japoneses para impedi-los de chegarem ao alcance de tiro aos porta-aviões, USS Hoel e USS Samuel B. Roberts, também foram afundados na Batalha de Samar.

Um dos sobreviventes de sua tripulação depois declarou: "O comandante Evans era um guerreiro da sola de seus pés até o último fio de seus cabelos pretos. Ele era natural de Oklahoma e orgulhoso do sangue indígena que corria em suas veias. Nós os chamavámos – não na sua frente – de Chief (expressão usada para designar em inglês os índios chefes de uma tribo ou caciques). O Johnston era um navio lutador, mas ele era seu coração e sua alma.”

↑ Caladan Oceanic (21 de março de 2021). Escrito em Offshore Samar Island, Philippines Sea. «Submersible crew completes the world's deepest shipwreck dive in history (USS Johnston)» (PDF) (Nota de imprensa). Dallas, Texas
↑ AFP (April 4, 2021). «US Navy ship sunk nearly 80 years ago reached in world's deepest shipwreck dive». The Guardian Verifique data em: |data= (ajuda

Origem: Wikipédia


- Vídeos USS Johnston -
Registro histórico do USS Johnston - DDD-57



Expedição que localizou o naufrágio



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