Desgaste Orgânico, IRPF e o Entendimento do TRF2: Quando a Ciência Médica Desafia a Classificação Tributária
Desgaste Orgânico, IRPF e o Entendimento do TRF2: Quando a Ciência Médica Desafia a Classificação Tributária A decisão do TRF2 ao reconhecer a incidência de Imposto de Renda sobre verba paga a título de desgaste orgânico representa um marco relevante para o mergulho profissional brasileiro. Sob a ótica tributária clássica, o entendimento parte de premissa formal: trata-se de acréscimo patrimonial, não de indenização. Contudo, a análise não pode se limitar à nomenclatura jurídica. É necessário examinar a natureza material do fenômeno compensado. 1. A Premissa Fática do Julgamento: Há ou Não Há Dano? A decisão sustenta que a verba não recompõe dano efetivo, mas remunera condição adversa de trabalho. Ocorre que essa conclusão depende de interpretação restritiva do conceito de dano. No mergulho profissional, a exposição hiperbárica repetitiva provoca: • dissolução sistemática de gases inertes nos tecidos • formação potencial de microbolhas subclínicas ...